Desenhos de vários prefeitos importantes da história da cidade de SP. Limite-me a fazer apenas os falecidos até o segundo mandato de Jânio Quadros (1986-1988) e um extra do prefeito Bruno Covas (2018-2021) que eu conheci pessoalmente. 
São 11 artes, e cada uma delas com um breve texto explicando a origem do politico e sua importância na história politica da cidade de São Paulo.
Não são artes tão trabalhadas como os desenhos realistas, a ideia é ser mais ágil e que a imagem comunique bem a história geral e aspectos importantes do personagem representado, de forma mais iconográfica e simbólica possível. 

Todos foram feitos no programa Skecthbook Pro para PC, mesa digitalizadora Wacon Intuos Pen Small, entre Outubro de 2020 e Maio de 2021 
Até a promulgação da Lei municipal nº 374, de 29 de novembro de 1898, os homens que administravam a cidade eram chamados de intendentes (com exceção de um curto período entre 1835/38, quando a nomenclatura mudou para prefeito) e eram, no tempo do Império, os presidentes da Câmara Municipal de São Paulo, que, eleitos para a chefia do Legislativo municipal, eram automaticamente designados intendentes.

Para representar todo esse período de 1554 até 1898, o desenho de hoje é do primeiro que em 1835 assumiu o cargo com o nome de prefeito, o comendador Luís Antônio de Souza Barros, indicado pelo presidente da Província (governador), Francisco Antônio de Souza Queiroz, em 1835.

Souza Barros ficou pouco tempo no cargo porque os vereadores se insurgiram contra a influência do presidente no poder municipal. Mais quatro homens ocuparam a Prefeitura, dois deles interinamente, até 1838, quando o cargo foi extinto.

Souza Barros era filho do militar brigadeiro Luís António de Sousa Queirós, quem deu o nome da famosa avenida Brigadeiro Luís Antônio (que todo mundo lembra na São Silvestre... kkk) por isso a referência.....

Ao fundo, o Pateo do Colégio de quadro de 1830 .

NO próximo desenho, o primeiro prefeito de São Paulo na recriação do cargo em 1898, Antônio da Silva Prado

FONTES: https://www.al.sp.gov.br/ http://www.saopauloinfoco.com.br/ Wikipédia

O primeiro prefeito de fato, não só de nome e por um longo tempo, o conselheiro Antônio da Silva Prado (1840-1929)

Filho primogênito de Martinho Prado e de dona Veridiana Prado, sua família era das mais ricas da cidade, pioneira nas plantações de café. Cursou direito, e na época do Império foi deputado, senador, ministro e parte do conselho de estado, por isso o título de "conselheiro". Já na República, apoiou o regime e foi membro do Partido Republicano Paulista (PRP). Foi eleito vereador em SP, e com a lei que criou o cargo de prefeito em 1898, no ano de 1899 foi eleito pela Câmara de Vereadores como primeiro prefeito de São Paulo .

Prado redefiniu o zoneamento da cidade, aumentando vias e ruas. Implementou o primeiro sistema de energia elétrica na cidade, em 1900, graças a uma usina hidrelétrica construída em Santana de Parnaíba, através da empresa canadense The Sao Paulo Light & Power. Em 1900 inaugurou as primeiras linhas de bonde elétricos da cidade , operados pela Ligth

Construiu na sua gestão o Theatro Municipal, a Pinacoteca do Estado e a Estação da Luz – além da construção da Avenida Tiradentes. Pavimentou a Avenida Paulista, reformou o antigo Viaduto do Chá e alargou ruas do Centro histórico.

Prado arborizou a cidade, desapropriou a igreja do Rosário (que ficava onde é hoje o Banespa) e cedeu o terreno do largo do Paissandu para nova igreja. Em sua gestão, implantou telefones, reformou e inaugurou a Praça da Republica e os jardins do Museu do Ipiranga.

Até hoje foi o prefeito que mais tempo ocupou o cargo, de 1899 até 1911, no total de 12 anos. Até 1907 a eleição para o cargo era indireta, pela Câmara de Vereadores, mas em 1907 a regra mudou, e Prado foi primeiro prefeito da história a ser eleito diretamente pelo povo.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 1929. Seu sobrinho, Fábio da Silva Prado seria prefeito de SP nos anos 40.

FONTES: https://www.al.sp.gov.br/ http://www.saopauloinfoco.com.br/ Wikipédia
O terceiro prefeito, Washington Luís Pereira de Sousa (1869-1957). Nascido no estado do Rio, fez a carreira toda em São Paulo. Vereador e prefeito em Batatais, interior do Estado, após foi secretário, deputado estadual, federal, e em 1914 eleito prefeito de São Paulo pela Câmara, e em 1917, eleito prefeito por votação popular.

Entre seus feitos para a cidade de São Paulo, estão: patrocinar o “Primeiro Congresso Paulista de Estradas de Rodagem”, realizado em São Paulo, em 1917. Oficializar o brasão da cidade de São Paulo em 1916; criar as feiras livres na cidade. Em 1917, enfrentou as primeiras grandes greves operárias. Em 1918, deu suporte e apoio aos hospitais da cidade contra a Gripe espanhola. E ainda em 18, era o prefeito quando ocorreu uma grande geada na cidade.

Em 1920, foi eleito governador de São Paulo, e em 1926, presidente do Brasil. Em 1930 foi deposto e passou 17 anos no Exílio, regressando em 1947. Faleceu em 1957.

FONTE: FONTES: https://www.al.sp.gov.br/ http://www.saopauloinfoco.com.br/ Wikipédia
o quinto prefeito, o heróico Firmiano de Morais Pinto (1920-1926)

Nascido em Itú em 1868, formou-se em direito do Largo de São Francisco. Ainda no Império foi secretário de Estado e Juiz. Na República, foi deputado federal e também secretário. Em 1920, aceitou o convite de Washington Luis para concorrer a prefeitura, cargo ao qual foi eleito.

Em 1921, ao receber a visita do presidente Epitácio Pessoa, tanto a prefeitura quando o governo do Estado construíram um Arco do Triunfo Paulista para recepção. Feito de gesso por Ramos de Azevedo , em frente a estação da Luz, foi desmontado semanas depois da visita.

Firmiano de Morais Pinto foi o prefeito que cedeu o Theatro Municipal para Semana de Arte Moderna em 1922. Nesse mesmo ano, presidiu as comemorações ao centenário da Independência do Brasil na cidade.

Foi um dos principais responsáveis pela canalização do Rio Tamanduateí. Foi responsável também pela criação da Praça com o nome de José Bonifácio de Andrada e Silva, também conhecida como Praça do Patriarca.

Seu maior destaque como prefeito se deu em meio à Revolução de 1924, uma revolta de tenentes contra o presidente Arthur Bernades e o governador Carlos de Campos. A cidade e a sede do governo estadual foram duramente bombardeados pelos revoltosos. Firmiano foi o único governante a não abandonar seu posto após a invasão das tropas. Sem deixar a cidade em meio à bombardeios e invasões, Firmiano defendeu São Paulo e sua população de forma intransigente. Durante os 23 dias de Revolta, conseguiu manter um nível mínimo de ordem em São Paulo.

Depois dos acontecimentos, foi reeleito em 1926 mas foi acusado de cumplicidade às tropas do General Isidoro pelo Governo Federal. Defendeu-se das acusações de forma brilhante e teve seu julgamento definido como ação benemérita por Sentença do Supremo Tribunal.

Faleceu em 1938, aos 77 anos.

FONTES : https://www.saopauloantiga.com.br/
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O sexto prefeito, José Pires do Rio (1880–1950), que exerceu o mandato entre 1926 e 1930.

Nascido em Guaratinguetá, foi advogado, geólogo, economista, especialista em transportes, jornalista, Ministro da Viação e deputado federal. Em 1926, candidatou-se e e ganhou a prefeitura de São Paulo (foi o último prefeito eleito pelo voto popular antes da ditatura Vargas , até 1953)

Durante seu governo, foram iniciadas as primeiras obras de retificação do rio Tietê.

Para planejar uma São Paulo que começou a lotar de carros do tipo Ford T, encomendou ao urbanista Prestes Maia um “Estudo de um Plano de Avenidas para a Cidade de São Paulo”, o qual seria executado posteriormente em boa parte por Fábio Prado, pelo próprio Prestes Maia e Faria Lima.

Pires do Rio quebrou o monopólio da Light no transporte público com bonde e implementou as primeiras linhas de ônibus de São Paulo.

No seu governo, iniciou as obras de construção do Mercado Municipal de São Paulo, mas que só seria concluído em 1933

Durante seu governo também que começou a construção do Edifício Martinelli, que foi aberto em 1929 e durante muitos anos foi o arranha-céu mais alto da cidade.

Reeleito em 1930, não pode tomar posse por conta da Revolução desse mesmo ano. Em 1945, foi ministro da Fazenda. Faleceu em Calcutá, na Índia, durante excursão turística, no dia 23 de julho de 1950.

FONTES : O Estado de São Paulo,
http://www.saopauloinfoco.com.br/ Wikipédia
O doido Jânio da Silva Quadros .

Nascido em Campo Grande, em 25 de janeiro de 1917, foi advogado e professor de português e geografia. Mudou para São Paulo nos anos 30. Ficou conhecido com um excelente professor do tradicional colégio Dante. Em 1947, foi eleito suplente de vereador, mas com a cassação do Partido Comunista , e exerceu o cargo entre 48-50, no qual teve grande atuação parlamentar. Em 50 foi eleito deputado estadual com a maior votação do estado.

A seguir se elegeu-se prefeito de São Paulo, com apenas 36 anos, na primeira eleição direta para o cargo desde 1930, quando o cargo deixou de ser nomeado pelo governador., Entrou na história como uma grande façanha, pois enfrentou uma grande coligação de partidos PSP-PSD-UDN-PTB-PRP-PR-PL. Essa coligação registrou a candidatura do professor Francisco Antônio Cardoso, que tinha uma campanha milionária, com uma enxurrada de material de propaganda e com apoio ostensivo das máquinas municipal e estadual. De outro lado, o PDC e o PSB lançam Jânio Quadros, com poucos recursos financeiros - sua campanha foi chamada de o "tostão contra o milhão".

Eleito, exerceu a função de 1953 a 1955. Passou a visitar de surpresa repartições públicas para apurar denúncias de irregularidades; institucionalizou o envio de memorandos e dos famosos “bilhetinhos”; regulamentou o uso de carros oficiais, proibindo sua circulação fora do horário de serviço; investiu na recuperação de ônibus e bondes e conseguiu equilibrar o orçamento da prefeitura. Foi o prefeito dos festejos do 4° centenário de São Paulo, no qual foi construído o Parque do Ibirapuera.

Em 1954, concorreu ao governo de São Paulo, e foi eleito. Em 58, se elegeu deputado federal pelo Paraná, e em 60, foi eleito presidente com a maior votação da história até então. Renunciou em 61, e após isso é história para o segundo desenho, no qual ele irá repetir várias partes da sua história em 1953....

FONTE: CPDOC FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil e Wikipédia
Adhemar Pereira de Barros (1957-1961)

Nascido em 1901 em Piracicaba, era de rica família de cafeicultores. Formou-se em Medicina no Rio de Janeiro, e estudou no exterior, onde aprendeu pilotar. Em 32, lutou na Revolução Constitucionalista . Depois , foi eleito deputado estadual, mas com o golpe de 37 perdeu o cargo. Porém, por amizades que tinha, conheceu Getúlio Vargas e em 38 foi indicado interventor do estado de SP.

Como interventor, começou a construção do Hospital das Clinicas e a rodovia Anchieta. Visitou muitas cidades do interior. Construiu o edifício Altino Arantes, sede do Banespa. Ficou no cargo até a queda de Getúlio em 45. Em 46, fundou o Partido Social Progressista (PSP) , no qual era o "dono". Em 47 foi eleito pelo voto direto governador. Nesse mandato, construiu várias rodovias, e o famoso "buraco do Adhemar" no Vale do Anhangabaú (a imagem do desenho).

Saiu do governo em 51, fortemente acusado de corrupção. Seus adversários diziam que existia a "Caixinha do Ademar" para financiar suas campanhas eleitorais.

Candidato ao governo em 1954, perdeu para o prefeito de SP, Jânio Quadros. Começou ai a maior briga politica dos anos 50. Em 55 foi candidato a presidente da Republica, mas perdeu para JK.

Em 1957, foi eleito prefeito de São Paulo. Encontrou a prefeitura com déficit orçamentário e excesso de funcionários. Ademar demitiu funcionários públicos e recuperou as finanças. Nessa gestão, ele inaugurou a ponte aérea Rio-São Paulo. Construiu a rodoviária da Luz, que funcionou até 81. Reformou a Biblioteca Mario de Andrade. Durante seu governo Osasco se separou da capital . Em 60 se licenciou do cargo para concorrer para presidente, e perdeu para Jânio. Ficou na prefeitura até 61, sendo sucedido por Prestes Maia.

Em 62, concorreu com Jânio ao governo e dessa vez ganhou. Apoiou o golpe de 64, na esperança de concorrer novamente para presidente em 65. porém, os militares cassaram seu mandato em 66, sendo sucedido por Laudo Natel. Exilado, morreu em Paris em 1969.
Francisco Prestes Maia.

Nascido em Amparo, no ano de 1896, Prestes Maia foi engenheiro civil, arquiteto e urbanista. Formado pela Poli, em 1917, ele começou suas atividades em um escritório de construção e negócios imobiliários. Em 1918 começou a trabalhar para prefeitura, sendo diretor de obras. Em 1930, ele apresentou o projeto mais famoso de sua vida: o Plano de Avenidas, que foi premiado no 4° Congresso Pan-Americano de Arquitetos no Rio de Janeiro. Em 1938, foi nomeado prefeito de São Paulo pelo interventor Adhemar de Barros. (desde a revolução de 30 os prefeitos da capital eram nomeados pelo interventor só seriam reestabelecidas eleições diretas em 1953)

Como prefeito, Prestes Maia executou uma série de obras previstas no plano como: as Avenidas Nove de Julho, Vinte e Três de Maio e Radial Norte, depois renomeada para Prestes Maia. Construiu a Ponte das Bandeiras, a Galeria Prestes Maia e vários viadutos pela cidade. Concluiu as obras do Estádio do Pacaembu, com sua concha Acústica. iniciou a retificação do rio Tietê. Ficou no cargo até 1945.

Foi candidato ao governo de São Paulo em 50 e 54, sem sucesso. Em 1955, participou da comissão criada pela prefeitura para estudar um sistema metropolitano de transportes coletivos e, em 1956, elaborou, em equipe, o anteprojeto para um Sistema de Transporte Rápido para a Cidade de São Paulo, cuja implantação seria vetada pela Câmara Municipal.

Em 1957, concorreu à prefeitura, indicado por Jânio Quadros, mas perdeu para Adhemar de Barros. Em 1961, é novamente candidato à prefeitura e é eleito com o apoio do governador Carvalho Pinto . Nessa segunda gestão, de 1961 até 1965, propõe novas medidas para sanear as finanças do município e retomar o projeto do Metrô, criando um grupo para revisão dos projetos existentes e deixando caixa para obra.

Faleceu no dia 26 de abril de 1965, 19 dias após terminar o mandato.

Fontes: SP In foco e Wikipéfia
O mais popular até hoje, Faria Lima (1965-1969)

José Vicente de Faria Lima nasceu no Rio em 1909. Entrou na Aeronáutica aos 21 anos, e chegou ao cargo de Brigadeiro. Voou pelo Brasil todo prestando serviço aos Correios .

Foi diretor do Parque da Aeronáutica de São Paulo, quando ainda era militar. Sua boa atuação o fez ser chamado pelo governador Jânio Quadros para presidir a VASP, na época uma estatal. Ele tirou a Vasp do buraco, e reorganizou a empresa. Por conta disso, Jânio o nomeou para secretário de Viação e Obras Públicas.

Em 1965 foi candidato à prefeitura de São Paulo na sucessão de Prestes Maia e foi eleito contra o vice governador Laudo Natel com mais de 400 mil votos.

Na prefeitura, alargou a rua da Consolação e as avenidas Rebouças, Sumaré, Pacaembu, Cruzeiro do Sul e Rio Branco. fez obras na Marginal Tietê, na Marginal Pinheiros, obras na Radial Leste, Vinte e Três de Maio, Rubem Berta, além de obras nas áreas de saúde, educação, e pontes de ligação .Foi durante este período que o serviço de bondes foi extinto em São Paulo, em 1968. Faria Lima começou as obras do Metrô de São Paulo em dezembro de 1968. Foi o responsável pela linha 1 Azul , e promoveu a escolha popular do símbolo do sistema.

Conclui o prédio do Museu de Arte de São Paulo, que foi inaugurado pela Rainha Elizabeth II da Inglaterra durante sua visita oficial.

No fim de seu mandato, chegou a ter 97% de aprovação , recorde jamais alcançado por outro prefeito até hoje. Em 69 a Ditadura militar acabou com as eleições diretas para prefeito das capitais, sendo novamente uma nomeação do governador. Por pressão do presidente Costa Silva, foi nomeado um desconhecido diretor da Associação Comercial chamado Paulo Maluf....

Faria Lima deixou a prefeitura em abril de 69, e até se cogitava sua candidatura ao governo de SP, mas ele morreu em setembro desse ano vitima de infarto.

Uma de suas tantas obras, uma avenida ligando os bairros de Pinheiros e Itaim Bibi, que se chamaria Radial Oeste, recebeu o nome de Avenida Brigadeiro Faria Lima em sua homenagem.
 Segundo desenho de Jânio Quadros (1986-1988)

Depois de renunciar a presidência, Jânio passou algum tempo em Londres. Concorreu ao governo de São Paulo em 62, mas perdeu para Ademar. Com o golpe de 64, teve os direitos políticos cassados. Em 68, chegou a ser preso pela ditatura por alguns dias. Em 74 recuperou os direitos, e em 1982 concorreu ao governo de SP na primeira eleição direta desde 1962. Ficou em 4 lugar.

Em 85, concorreu à prefeitura de São Paulo pelo PTB. Foi a primeira eleição direta para prefeito em São Paulo desde 1965 (tal como a eleição de 53). Concorreu com o senador Fernando Henrique Cardoso. As pesquisas não indicavam, porém Jânio ganhou com 39,32% dos votos contra 35,79% dados a FHC (não existia 2 turnos nas eleições) . Jânio ganhou a prefeitura contra outro Cardoso (tal como 53)

Tanto as pesquisas não indicavam que ficou famosa a foto que FHC tirou sentado na cadeira de prefeito, que foi feita para ser publicada após a eleição, mas que , vazada antes, pegou muito mal. Tal fato levou Jânio a tomar posse com um tubo de inseticida nas mãos, declarando: "Estou desinfetando a poltrona porque nádegas indevidas a usaram".

No cargo, repetiu seus lances populistas: pendurou uma chuteira em seu gabinete para indicar sua aposentadoria de eleições. Proibiu jogos de sunga e o uso de biquínis fio-dental no Parque do Ibirapuera.

Além dos fatos midiáticos, investiu em pavimentação e iluminação. Fez reformas em tuneis e reformou o Anhangabaú. Implementou ônibus de dois andares (a exemplo de Londres) no trânsito da cidade, mas tal experiência não obteve o resultado esperado .

No meio das obras viárias, desapropriou várias casas antigas na 23 de maio, e ao fazê-lo e demolir tudo, descobriu-se que as casas estavam acima de uma construção feita no começo do século em forma de arcos para ser um muro de arrimo. Foram restaurados e hoje são conhecidos como "Os Arcos do Jânio"

Em 88, apoiou um secretário para sucede-lo, mas a eleição foi ganha por Erundina, do PT, também apenas em 1 turno. Jânio faleceu em fevereiro de 1992 aos 72 anos.
Um que conheci pessoalmente, Bruno Covas (1980-2021)

Bruno Covas Lopes nasceu na cidade de Santos em 7 de abril de 1980, filho de Pedro Lopes, engenheiro, e Renata Covas, a única filha mulher de Mário e Lila Covas.

Era o neto favorito de Mário Covas, que foi ultimo prefeito da capital indicado pelo então governador Franco Montoro, de 1983-1986 e eleito governador do estado pelo PSDB entre 1995 e 2001. Bruno morou alguns meses com ele no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo, quando criança; Formou-se como advogado e economista. Casado em 2004, teve um filho, Tomás. Separou em 2014.

Elegeu-se deputado estadual, foi secretário de Meio Ambiente de SP , e eleito deputado federal em 2014. Covas não completou o mandato como deputado federal, pois se candidatou a vice-prefeito na chapa de João Doria (PSDB), em 2016. A dupla venceu no primeiro turno. O tucano assumiu a Prefeitura de São Paulo na sequência, em abril de 2018, quando Doria deixou o cargo para se candidatar ao governo do estado.

Enfrentou problemas como a queda do Edifício Wilton Paes de Almeida e de um viaduto na Marginal Pinheiros. Em 2019, descobriu o câncer na região estomacal pela primeira vez e começou seu tratamento. Em 2020, com a pandemia do novo Corona vírus, liderou a cidade na construção de hospitais de campanha e medidas de isolamento polêmicas, como fechamento de comércios e restrições no rodízio. Chegou a morar no prédio da prefeitura de SP durante algumas semanas para dar exemplo. Pegou Covid, mas recuperou-se

Em 2020 concorreu a reeleição, e venceu no segundo turno em todas as zonas eleitorais da cidade, sendo o mais jovem prefeito da cidade e o primeiro Covas eleito. Em Abril, o câncer retornou , e depois de longa luta, faleceu em 15 de maio de 2021, sendo o primeiro prefeito da história da cidade a falecer no cargo.

A História julgará seus golpes na luta contra Covid, e tal como o avó, Bruno lutou contra o câncer até o fim com dignidade
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